Já estamos no 32º domingo e a Igreja nos apresenta uma liturgia que enaltece o pequeno gesto de amor que parte da viúva de Sarepta e da pobre viúva que coloca as moedinhas no cofre da coleta.
A cena do primeiro livro dos Reis teria acontecido quando o profeta Elias chegou a Sarepta. Era uma cidade castigada pela seca e muitas pessoas estavam morrendo de fome. O jovem profeta pediu a uma senhora que lhe trouxesse um pão assado na brasa. A pobre viúva replicou: “Pela vida do Senhor, teu Deus, não tenho pão. Só tenho um punhado de farinha numa vasilha e um pouco de azeite na jarra. Eu estava apanhando uns pedaços de lenha, a fim de preparar estes restos para mim e meu filho, para comermos e depois morrer. O profeta insistiu. Faze isto, mas primeiro prepara-me um pãozinho e traze-o, porque assim fala o Senhor, Deus de Israel: A vasilha de farinha não acabará e a jarra de azeite não diminuirá até o dia em que o Senhor fizer chover sobre a terra” (1Rs 17,12-14). Realmente, Deus faz o milagre, mas quer a participação humana. O desprendimento da pobre viúva foi essencial para tudo o que veio a acontecer em Sarepta, nos tempos do profeta Elias.
No evangelho, este tema entra na pregação de Jesus. Ele estava falando para uma multidão e queria que eles tivessem especial atenção diante das lideranças religiosas de seu tempo. Acontece que ali estavam os doutores, os escribas e os fariseus. Todos eles costumavam impressionar pelas aparências, mas o testemunho deles não era bom.
Jesus estava sentado no templo, diante do cofre das esmolas e observava como a multidão depositava suas moedas no cofre. Muitos ricos depositavam grandes quantias. Eis que chega uma pobre viúva que deu duas pequenas moedas, que não valiam quase nada. Jesus chamou os discípulos e disse: “Em verdade vos digo, esta pobre viúva deu mais do que todos os outros que ofereceram esmolas. Todos deram do que tinham de sobre, enquanto ela, na sua pobreza, ofereceu tudo o que ela possuía para viver” (MC 12,41-44).
A Carta aos Hebreus, na convicção do Cristo vivo e ressuscitado, deixa claro que este Cristo nos acompanha noite e dia, em toda a parte.