Na linguagem do profeta Daniel, o Filho do Homem está cercado de glória e realeza, e todos os povos, nações e línguas o serviam; seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado e o seu reino jamais se dissolverá.
Este rei de tanta realeza se tornou criança, nasceu pobre, viveu de maneira tão simples em Nazaré e começou a sua vida pública, a ponto de dizer que o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.
São João, no Apocalipse, aponta para o centro de tudo: Cristo ressuscitado, o primeiro a ressuscitar. Lá está o ponto de partida. Ele veio ao mundo, para nos salvar. Foi condenado à morte e morte de Cruz. Mas, ao terceiro dia, Ele ressuscitou. Ele está vivo e Ele é a certeza de nossa futura ressurreição. É chamado nosso Rei por ser o centro e o ponto de partida de toda a nossa fé e de nossa vida cristã.
O Evangelho deste domingo nos coloca na cena da paixão de Jesus, quando naquele processo de condenação, Pilatos coloca a pergunta: “Tu és o Rei dos judeus?” – Jesus responde claramente: “Estás dizendo isto por ti mesmo ou outros te disseram isto de mim?”E logo acrescenta: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entre aos judeus” (Jo 18, 34-36).
Portanto, Jesus tinha clara consciência desta sua missão salvífica e por isso ele fala tantas vezes no Reino de Deus, que Ele veio inaugurar e trazer para a terra. E, na hora da paixão, se define como o Rei dos Judeus. Só um Rei tem o seu Reino.
E nós cristãos terminamos o nosso ano litúrgico prestando uma justa homenagem, ao Cristo Rei do Universo. Nós sabemos que a ganância humana não quer mais deixar que Ele reine, nem que tenha um dia especial dentro da semana. Mas, ao menos neste último dia do ano litúrgico, queremos proclamar bem alto que Ele é o nosso Rei e o Senhor de nossa vida.
A Igreja do Brasil lança neste domingo a Campanha da Evangelização. Trata-se de um esforço especial, para conseguir os meios necessários para uma evangelização sempre mais atualizada e moderna.