Rádio Vaticano, 16/8/2010

 

          Por ocasião do primeiro centenário de nascimento de Madre Teresa de Calcutá, que se festeja no próximo dia 26 de agosto, a agência AsiaNews recolheu testemunhos sobre a vida da Bem-aventurada e sobre seu testemunho de amor e caridade para com os mais pobres dentre os pobres.

          Um desses testemunhos vem de Irmã Anita Rose, de 49 anos, que entrou na Congregação das Missionárias da Caridade em 1990. Viveu com Madre Teresa durante dois anos, e essa proximidade lhe inspirou um “chamado no chamado”, a amar o próximo sem reservas. Neste momento trabalha na casa para as crianças de Shishu Bhawan em Kanpur, no Estado de Uttar Pradesh.

          Falando sobre a sua cotidianidade, Irmã Rose destaca que o seu dia tem início às 4h30 da manhã, e às 5 todas as religiosas se reúnem na capela para a meditação e a missa. Logo após o café da manhã são feitos os trabalhos domésticos. Às 8 horas elas deixam a casa e tem início o apostolado.

          Perguntada sobre como se pode ser feliz, apesar de um programa de atividades tão intenso e cansativo, a religiosa afirma: “O meu Esposo, Jesus Cristo, me ama. E isso me dá a força e a graça para amá-lo através dos pobres. Madre Teresa dizia sempre: ‘Desejo e quero ser santa, através das bênçãos de Deus’. Nós, suas filhas, mantemos o espírito da congregação: o chamado à santidade através do serviço aos mais pobres dentre os pobres”.

          Falando sobre o trabalho das Missionárias da Caridade em Uttar Pradesh, Irmã Rose destaca que ali existem 20 casas. Em Shishu Banwan existe ainda um centro de adoção: no momento hospedam 26 crianças que esperam ser adotadas. Além disso existem os cursos de costura para moças e mulheres casadas, e um dispensário móvel com o qual ajudam os habitantes de vilarejos fora da cidade.

          Em seguida a missionária da caridade fala da sua experiência com a Bem-aventurada Madre Teresa, em Calcutá entre 1993 e 1995. Antes de entrar a fazer parte da Congregação, ela tinha ouvido falar que Madre Teresa, já em vida, era uma Santa . “E depois de ter vivido com ela durante dois anos, - destaca a religiosa - pude constatar que era isso mesmo. A sua simplicidade, humildade, a sua fé na Divina Providência a caracterizavam, como também a sua entrega a Deus.” “Madre Teresa – continua a Irmã Rose – prometera dar santos à Igreja: queria que todas as suas filhas se tornassem santas, apesar da simplicidade e das limitações humanas.” “Procuramos todos os dias – afirma a missionária – responder ao nosso Esposo e fazê-lo feliz. Mas essa não é uma missão em sentido único. Ele nos ama intensamente, e eu posso sentir dentro de mim o Seu amor”, concluiu a irmã Rose. (SP)