Na vida de oração e busca de Deus em tudo o que se faz, diz novo arcebispo do Rio


          RIO DE JANEIRO, quarta-feira, 11 de março de 2009 (ZENIT.org).- O novo arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, O. Cist., afirma que a espiritualidade cisterciense o inspira em seu ministério episcopal sobretudo na «vida de oração e busca de Deus em tudo o que se faz».

          Também no «relacionamento familiar procurando conciliar as diversidades de pessoas e situações, o amor à Igreja sentindo com ela, o amor de pastor para com o povo de Deus», destaca o arcebispo, em entrevista divulgada nesta semana pelo portal da arquidiocese do Rio.

          Dom Orani recorda que se tornou monge da Ordem Cisterciense pois «foi a experiência religiosa que conheci de perto e me identifiquei mesmo vendo outras experiências depois».

          «A vida monástica cisterciense de matriz italiana, como é a nossa em São José do Rio Pardo [interior de São Paulo], concilia a vida religiosa com a vida pastoral.»

          «Quanto mais me aprofundava na espiritualidade cisterciense, mais me identificava com o carisma e com a síntese que em nosso mosteiro se fazia na época de servir à comunidade local em vários trabalhos pastorais, entre os quais, também, a paróquia. Nesse sentido, São Bernardo nos iluminava muito com o “sentir com a Igreja”», afirma.

          O novo arcebispo do Rio de Janeiro explica que, para ele, o significado de ser bispo da Igreja implica «servir como apóstolo do Senhor Jesus ao povo que segue o caminho com Cristo, e juntamente com ele construir o Reino de Deus».

          «Viver como missionário evangelizador, anunciando a Boa Nova da salvação às pessoas pela vida e pelas palavras. Hoje, também, formando com os demais Bispos auxiliares e todo o clero um corpo preocupado em levar a vida plena para todos», destaca.

          Sobre as expectativas do povo do Rio de Janeiro, Dom Orani disse que os fiéis podem esperar dele o empenho por «conhecer o povo, conhecer suas vidas, suas realidades». 

          Ele destacou que continuará a missão dos antecessores, «levando adiante todo o trabalho empreendido em todo esse tempo». Também «procurará incentivar todos os ministérios que já existem e, depois, irá contribuir com aquilo que for inspirado para levar adiante toda essa bela missão».

          Entre as prioridades pastorais, o arcebispo enfatiza que a primeira «é o conhecimento da realidade e dos planos da arquidiocese».

          «Continuarão as mesmas prioridades que já existem. As novas prioridades poderão nascer depois de consultas, reuniões, discernimentos.»

          Mas como campos de trabalho, Dom Orani cita que hoje «não é possível evangelizar sem a comunicação, e no mundo plural não é possível conviver sem o ecumenismo e sem o diálogo inter-religioso e com as culturas».