Professor no Seminário de Mariana - MG

 

Há certos articulistas, até eclesiásticos, que para se manterem na crista da onda instrumentalizam a própria religião e caem no sensacionalismo religioso.

Vítima principal no atual contexto é a figura venerável do Papa João Paulo II. Um termo errôneo tem sido usado: papalatria, obscurecendo, inclusive, o exemplo magnífico da maior figura de nossos dias que, a exemplo de Jesus Cristo, carrega a cruz do sofrimento.

Lúcido, continua a governar sabiamente o Rebanho do Redentor e há de pronunciar, no momento oportuno marcado pela Providência, o seu Consumatum est - o meu dever está cumprido, entregando o seu espírito ao Pai, quando este assim o determinar.

Outro termo carregado de protestantismo é eclesiolatria. Cumpre ao autêntico seguidor de Cristo proclamar com convicção: sou católico, apostólico, romano. A Igreja é apostólica por ter sido edificada sobre os Apóstolos.

O ministério deles transmitido a seus sucessores garantiu a preservação da estrutura estabelecida por Jesus.

Os Bispos são os continuadores imediatos da obra dos Apóstolos e têm a missão e o poder de pastorear o rebanho de Cristo cum Petro et sub Petro - com Pedro e sob Pedro.

O Colégio episcopal, deste modo unido ao Papa, possui o poder supremo e pleno sobre a Igreja.

Os epíscopos governam as Igrejas particulares e são os responsáveis pela difusão do reino de Deus, pois o principal de seus deveres é a pregação do Evangelho com a autoridade que Cristo lhes confiou: "Todo poder me foi dado no céu e na terra. Ide, pois, ensinai todas as gentes" (Mt 28, 19).

O Papa é o bispo de Roma, sucessor de Pedro, que morreu na Cidade Eterna como hoje está também cientificamente provado.

Neste sentido a Igreja é romana, dado que o Representante visível de Cristo que a governa lá se encontra. Os Bispos ordenam os sacerdotes e os diáconos.

As comunidades separadas dos romanos pontífices não podem ostentar uma continuidade histórica. Vivem em estado de ruptura com aquele a quem Cristo confiou a suprema direção de sua Igreja.

O Papa é, de direito e de fato, o chefe do colégio apostólico e de toda a comunidade eclesial.

Muitos pensam que o ecumenismo deve levar à negação dos sete sacramentos, ao afastamento da devoção a Maria, ao repúdio ao governo supremo do Papa, à desconstrução da hierarquia, ao desprezo do Magistério eclesial e à negativa de outros dogmas fundamentais que a Igreja Verdadeira de Cristo sempre preservou por entre centenas de heresias.

Os católicos não adoram a Igreja, mas a amam muito por ser ela Mãe e Mestra dos povos.